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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Fauna News é relançado em novo endereço: www.faunanews.com.br

Por um curto período, o Fauna News deixou de publicar as notícias e reportagens sobre tráfico de animais e sobre os impactos das estradas e rodovias na fauna silvestre. Foi o tempo necessário para melhorar, construindo uma nova identidade visual, novas seções e oferecendo serviços.

O Fauna News foi lançado em janeiro de 2011 e, desde então, tem se esforçado para levar até você o que há de mais relevante s sobre o combate ao mercado negro de animais e o quanto as rodovias impactam a vida silvestre. Selecionamos o que a imprensa aborda e comentamos, para que você tenha mais informações.

Pedimos desculpas pelo tempo ausente! Esperamos que você tenha sentido a nossa falta.

Chegou a hora de matar as saudades e voltar aos nossos encontros diários. Estamos agora no www.faunanews.com.br - a partir de hoje, a página que você está lendo agora não será mais atualizada. Clique até nossa nova página, leia nossos posts e explore cada uma das seções. Nos envie críticas, sugestões e, se desejar, elogios. Estamos abertos para ouvi-lo e tenha certeza de que você receberá nossa resposta.

O e-mail contato@faunanews.com.br é nosso novo canal de comunicação.

Vela lembrar que continuamos com nossa fan page no Facebook, o perfil no Twitter e a página no Google + . Vamos ficar muito honrados em ter você nos acompanhando pelas redes sociais, curtindo, compartilhando ou retuitando nossos posts.

Muito obrigado!

Dimas Marques
Editor responsável
dimasmarques@faunanews.com.br

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A jaguatirica morreu atropelada. E agora, quem retira o cadáver?

“Uma jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, morreu após ser atropelada neste sábado (5) na BR-365, a cerca de sete quilômetros de Ituiutaba. O corpo do animal, um filhote macho, tinha quase um metro de comprimento e ficou no acostamento da rodovia. No local onde ocorreu o atropelamento existem várias fazendas de criação de animais, como gado e suínos, o que pode ter atraído a jaguatirica para a região.

Cadáver no acostamento é um perigo
Imagem: reprodução TV Integração
A cena chamou a atenção de quem passou pelo local. “Está acabando com tudo, com o nosso meio ambiente. Dá até dó de ver um bicho desses assim, é chocante, mas não tem como fazer nada”, disse o encarregado de transporte, João Alves de Araújo.

A Polícia de Meio Ambiente não soube à produção do MGTV de quem é a responsabilidade de retirar o corpo da onça da rodovia.”
– texto da matéria “Filhote de Jaguatirica morre atropelado na BR-365 em Ituiutaba”, publicada em 5 de julho de 2014 pelo portal G1

O atropelamento de uma jaguatirica, espécie classificada como “vulnerável” na listagem brasileira de animais em risco de extinção, já é uma grande. Dependendo da população local do bicho, a quantidade de atropelamentos pode contribuir bastante para a extinção em uma região.

E toda extinção de uma espécie resulta em uma série de consequências, como, por exemplo, a o não controle das populações de outras espécies, o que gera outra série de outras consequências. Um efeito em cadeia.

Mas a matéria do portal G1 chama a atenção por um detalhe que, pouco explorado e deixado no final do texto, não chama a atenção da maioria das pessoas: quem vai retirar o cadáver da jaguatirica da beirada da pista?

A falta de ter claro de quem é essa responsabilidade coloca em risco outros animais: os carniceiros. Bichos que se alimentam de carcaças e carne em decomposição serão atraídos para o local do atropelamento da jaguatirica e poderão também ser atingidos por veículos. Deixar o animal morto no local do acidente coloca em risco outros animais e motoristas.

Na gestão de uma rodovia, o papel de quem deve retirar cadáveres das pistas, acostamentos e proximidades da faixa de asfalto tem de estar bem definido. Tal indefinição só aumenta o problema.

- Leia a matéria no portal G1

Começar a semana pensando...

...sobre o tráfico de animais como demonstração de riqueza.
Foto: Cites
"Estamos observando uma preocupante mudança na demanda de algumas espécies. Antes, essas espécies eram caçadas porque achavam que algumas de suas partes curavam doenças. Mas, agora, observamos que o uso dessas peças visa demonstrar riqueza".

John Scanlon, secretário-executivo da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens de Fauna e Flora (Cites), na matéria “ONU denuncia produtos derivados de animais em extinção”, publicada em 4 de julho de 2014 no site da revista Exame, sobre o tráfico de chifres de rinocerontes e partes de tigres

- Leia a matéria completa da Exame

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Reflexão para o fim de semana: atropelamento leva coruja para o cativeiro eterno

Imagem: reprodução TV Anhanguera

“Uma coruja foi resgatada na BR-060, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, após ser atropelada na quarta-feira (2). O motorista que atingiu a ave a levou até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para tentar conseguir ajuda. O animal, que teve a asa quebrada, foi encaminhado pelos agentes a uma clínica veterinária do município.

(...) Segundo o veterinário que realizou o atendimento, mesmo depois de recuperada, a ave não deve conseguir viver livre no cerrado novamente. “Ela não vai conseguir voar e pegar as presas dela mais, então ela vai ter que ser criada em cativeiro”, explicou Alberto Guerreiro Moraes. Após receber alta da clínica veterinária, a coruja deve ser encaminhada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Goiânia.”
– texto da matéria “Coruja é resgatada na BR-060 após ser atropelada por motorista em GO”, publicada em 3 de julho de 2014 pelo portal G1

Parabéns ao motorista que não a abandonou ferida.

Infelizmente, animal em cativeiro não cumpre suas funções ecológicas. É quase como se estivesse morto.

- Leia a matéria completa do G1

Aves em cativeiro em Minas Gerais: o desejo falou mais alto que a lei

Nos rincões mais isolados do país ainda é possível alegar desconhecer a lei que proíbe a criação de animais silvestres sem autorização. Apesar de a exigência existir desde 1967, há localidades com gente sem acesso às informações, que reproduzem hábitos antigos.

Mas, na maioria dos casos, as pessoas sabem que manter aves silvestres na gaiola é ilegal. E como a fiscalização e as punições legais são falhas, poucos se preocupam em respeitar a lei.

Há ainda os que sabem da necessidade das autorizações e, quando não conseguem percorrer toda a burocracia, resolvem seguir pela ilegalidade. É o caso do infrator flagrado em Uberlândia (MG).

“A Polícia Militar de Meio Ambiente resgatou 49 aves da fauna silvestre na manhã desta terça-feira (1º), em uma casa no Bairro Pacaembu, em Uberlândia. A polícia informou que chegou ao local por meio de uma denúncia anônima. Além dos pássaros, a polícia apreendeu no local 28 gaiolas, dois viveiros, um alçapão dentre outros materiais. Um homem de 43 anos foi preso.

Aves apreendidas em Uberlândia (MG)
Foto: divulgação Polícia Militar

As aves, que eram mantidas em cativeiro, foram levadas para a Delegacia de Polícia Civil e em seguida vão ser entregues ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que tem convênio com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo os militares, das aves apreendidas 41 são da espécie canário-da-terra. O registro dos animais não foi apresentado.

Para a polícia, o dono dos pássaros disse que gosta de criar aves e que já faz isso há dez anos. Sobre a legalização, ele argumentou que teve dificuldades para fazer o processo. O preso não tinha antecedentes criminais e, de acordo com a polícia, não reagiu e colaborou com os militares.”
– texto da matéria “Pássaros da fauna silvestre são resgatados de cativeiro em Uberlândia”, publicada em 1º de julho de 2014 pelo portal G1

O desejo falou mais alto que a lei. Pena que a punição, se houver, será branda.

- Leia a matéria completa do portal G1